O smartphone está aumentando o nosso apetite?

Como as distrações estão nos fazendo comer mais

Todos já sabemos que devemos prestar atenção no que estamos comendo pelo bem da nossa saúde. Volta e meia surge alguma matéria sobre emagrecimento ou obesidade infantil enfatizando a necessidade de desligar a televisão durante as refeições, e a matéria vem normalmente ilustrada com uma foto chocante de algum obeso norte-americano devorando um monte de comida com o controle remoto na mão. A mensagem é clara. “Pare de comer distraído ou você vai acabar obeso”.

A intenção pode até ser boa, mas o argumento não nos convence. A gente sabe que é preciso muito mais do que comer em frente à TV para se tornar um obeso mórbido e, atualmente, estamos mais preocupadas com os nossos smartphones e tablets. Nós não levamos o conselho a sério porque não percebemos como a distração pode influenciar o nosso apetite. Afinal, a maioria de nós não é composta de obesos que comem compulsivamente assistindo um reality show.

Comer Consciente

Eu também demorei a entender a necessidade de comer consciente, por mais que houvessem argumentos tentando me convencer disso. Comer conscientemente é até uma boa ideia na teoria, mas na prática parece ser outra coisa. Sejamos sinceras, não é nada fácil sentar sozinha em um restaurante para almoçar e não pegar nem se quer uma vez o celular para saber das novas. Assim como é difícil não assistir à sua série preferida no momento mais tranquilo do dia - durante o jantar.

Na correria do dia é natural que aproveitemos o momento das refeições para combinarmos múltiplas tarefas. Dedicar um tempo exclusivamente à alimentação parece um tanto irreal, para não dizer uma perda completa de tempo, já que a boca vai continuar mastigando enquanto lemos, assistimos ou pesquisamos algo.

Mas e se você soubesse que o seu paladar muda quando você se alimenta realizando outras atividades? E se você soubesse que precisa de uma quantidade maior de comida para se satisfazer quando come prestando atenção em outras coisas?

Por mais que pareça que o nosso paladar e apetite funcionam no piloto automático, os resultados de um estudo holandês mostram o contrário:

Os participantes do estudo tiveram que provar diferentes alimentos enquanto decoravam uma sequência de sete números (tarefa que exige mais concentração) e apenas um número (tarefa que exige menos concentração). O experimento mostrou que quanto mais os participantes precisavam se concentrar na tarefa paralela ao ato de comer, menos sabor os alimentos pareciam ter. Os alimentos foram considerados menos doce, salgado ou azedo. Os participantes, então, compensaram a falta de sabor consumindo mais alimentos para obter a mesma sensação de satisfação.

Isso indica que o sabor do alimento é definido pelo nível de atenção que dedicamos ao comê-lo.

Quando não nos concentramos ao comer, precisamos aumentar a quantidade de sal, açúcar e a quantidade de comida ingerida para ter a mesma experiência que teríamos sem a distração da tv, smartphone, música alta, revista, jornal ou livro.

Você pode estar pensando que a melhor saída seria apenas controlar o tamanho da porção, independente de comer olhando ou não para o celular. Assim, mesmo que continue faminta após a refeição, você não teria como comer mais. Por mais que essa pareça uma boa alternativa, vai chegar o momento em que a sua fome vai falar mais alto e você vai querer comer sem se encanar com a quantidade ingerida.

Confiar em fatores externos para regular o seu mecanismo de fome e saciedade é se obrigar a passar o resto da vida contando calorias e controlando minuciosamente porções. É terceirizar um serviço fornecido gratuitamente pelo seu corpo.

Estamos tão focadas em “o que comer” e “quanto comer” que acabamos esquecendo de que “como comer” também é relevante. Não tem como ver a nossa alimentação como uma conta matemática em que uma determinada quantidade controlada de nutrientes, minerais e calorias é ingerida para obter o resultado esperado. Simplesmente não funciona assim. Se funcionasse, teríamos que incluir também na conta a saciedade e o prazer, mas ainda não sabemos calcular matematicamente isso.

Ficamos preocupadas em comer apenas três colheres de sopa de arroz e duas de feijão, mas a partir do momento que o nosso corpo não registra a ingestão do alimento, nem mesmo um prato fundo será capaz de matar a nossa vontade. Queremos consumir produtos com menos sal e açúcar, mas quando as nossas papilas gustativas não registram os sabores que deveriam, não há sal nem açúcar suficientes para nos satisfazer.

Comer conscientemente, dedicando toda a sua atenção para o alimento, é uma boa ideia na teoria e também na prática. Mesmo que pareça perda de tempo dedicar uma fração do seu dia para se alimentar, você compensa o tempo e energia que seriam perdidos tentando controlar o que você está ingerindo. 

Se você quer comer menos e saborear mais, comece deixando as distrações de lado durante as refeições. Aproveite cada garfada!

Estudo: Leaving a Flat Taste in Your Mouth : Task Load Reduces Taste Perception

Como a mídia trata o corpo feminino

E como isso te afeta

Eu acordo todas as manhãs e me olho no espelho enquanto escovo os dentes. Ao entrar na sala para montar o café da manhã também fico de frente ao espelho. Após o banho é mais uma oportunidade de me checar novamente. Daí eu me maquio e dou uma última olhadinha antes de sair de casa, só para verificar se está tudo conforme. Tem dias que eu simplesmente me olho, tem dias que eu me admiro e tem dias que paro e avalio cada parte do meu corpo com a frieza e o cuidado necessários para selecionar a melhor maçã da feira.

Esta semana houve a polêmica do portal R7 divulgando fotos da jornalista Fernanda Gentil numa praia do Rio de Janeiro. A legenda da matéria era “Expectativa x Realidade: Veja o que acontece quando a Fernanda Gentil tira a roupa”.

Pela primeira vez este ano, uma matéria desta natureza foi motivo de comoção entre os internautas. Todo mundo entendeu o conteúdo denegrindo a carismática Fernanda Gentil como um verdadeiro apedrejamento público e o portal retirou as ofensas do ar e enviou um pedido de desculpas à jornalista.

A matéria continha um monte de fotos da jornalista de biquíni com legendas explicando que ela tinha mais curvas que do as roupas revelavam, além de celulites; que o bumbum era meio reto e que as gordurinhas faziam dela uma mulher como qualquer outra. Ainda encerraram os comentários elogiando o figurinista dela por ter sido capaz de disfarçar tão bem as imperfeições.

Muitos publicaram sua aversão ao portal, muitos mostraram revolta. Aproveitando a deixa, o portal Ego da Globo publicou as mesmas fotos informando que Fernanda estaria grávida e que a barriguinha dela estava pequena para os dois meses de gestação. O portal Ego, para quem não lembra, é o mesmo portal que publica semanalmente foto de celulites, barrigas e corpos flácidos de mulheres conhecidas. 

Para completar, o R7, depois de humilhar o corpo da Fernanda no site e deletar a matéria, ainda teve a audácia de lançar a hashtag #somostodasgentil pelo fim da “patrulha do belo”.

Deu para perceber a ironia?

O que importa mesmo é a polêmica e onde houver polêmica tem notícia.

Histórias como essa vemos todos os dias, quem é que não lembra da Betty Faria, com mais de 70 anos sendo hostilizada por usar biquíni na praia? E das celulites da Juliana Paes?

Grande parte da mídia que cobre a vida de figuras públicas tem como importante fonte de renda os corpos dessas mulheres, que são usados em um perverso jogo midiático.

Primeiro eles promovem alguém à musa, sarada, gostosa e sexy, até que ela se transforme em uma deusa idealizada. Depois rebaixam essa deusa à mera mortal exibindo partes de seu corpo que fazem dela humana.

Pode parecer muito normal ver famosas sendo apedrejadas por terem corpos considerados imperfeitos, mas esse tipo de insulto também nos ofende.

Cada vez que paramos em frente ao espelho para analisar partes do nosso corpo que não estão como gostaríamos, fazemos exatamente o que a mídia faz com as famosas. Nós reproduzimos em casa um comportamento que consideramos normal: fatiar o nosso corpo e avaliar essas partes separadamente.

Investigar o corpo de famosas como se fossem propriedade pública é transformá-las em objetos.

Quando você transforma o corpo de alguém em objeto, você perde qualquer identificação ou empatia com aquele alguém. Isso faz com que nós, homens e mulheres, passemos a analisar o corpo feminino com o distanciamento de quem analisa um móvel com arranhões que pode ser substituído a qualquer momento. Nós passamos a desconsiderar o fato de que somos seres humanos avaliando um outro ser humano.

Essa é mais uma forma de reduzir a mulher à soma de partes de um corpo, de torná-la um objeto impessoal, e é isso que estamos fazendo em casa com nós mesmas.

De tanto ver esse tipo de avaliação na mídia, começamos a reproduzí-la em casa. Nós nos vemos e vemos nossas familiares, amigas, professoras, colegas de trabalho e até transeuntes como se fossem a soma de partes imperfeitas de corpos.

Estamos perpetuando um comportamento que nos diminui como ser humano e não há autoestima que resista à essa loucura. Todas estamos envolvidas nisso, todas somos vítimas, mas não #somostodasgentil. Somos muito mais inteligente que isso.

Pelo seu bem-estar, comece a questionar cada foto de corpo feminino que surgir na sua timeline promovendo alguém à musa ou reduzindo alguém à humana. O seu espelho só tem a agradecer e a humanidade também.

Comer para esquecer

O que precisamos para deixar de comer emocionalmente

Nós já sabemos que a vida não é um conto de fadas, mas mesmo assim continuamos insistindo em ser feliz o tempo todo. Felicidade, hoje em dia, é quase uma obrigação.

Apesar disso, por mais que tentemos nos manter positivas, momentos ruins continuam fazendo parte das nossas vidas. Não há muito o que possamos fazer para evitar o sofrimento. Você vai adoecer ou alguém que você ama vai adoecer, você será demitida ou terá que demitir alguém; haverá separações, quebras de contrato, quebras de confiança e medo. Não tem como, mais cedo ou mais tarde as coisas ficarão difíceis.

Quando a nossa vida fica difícil a reação imediata é tentar ficar bem o mais rápido possível, até porque ninguém gosta de ficar sofrendo. Para esquecermos os percalços usamos diferentes distrações, como cigarro, álcool, drogas, entretenimento ou compras. A distração que eu vou explorar hoje é a comida, e essa é com certeza a estratégia mais acessível e barata de todas.

O que precisamos para deixar de comer emocionalmente e emagrecer

Comer para se sentir bem funciona sim, mas traz consigo desvantagens que valem a pena ser consideradas:

  1. A culpa que você sente depois de comer e o sentimento de descontrole são difíceis de digerir.

  2. Comer emocionalmente pode resultar em ganho de peso (que foi o meu caso).

  3. Não é considerado um transtorno alimentar em si, por isso poucos entendem pelo que você está passando.

  4. Você se afasta cada vez mais das suas emoções negativas. Você vai desaprendendo ao poucos a lidar com o desconforto.

  5. Poucos profissionais levam isso em consideração quando passam um plano alimentar visando o emagrecimento.

  6. Você acaba acreditando que o problema está com você e que jamais vai conseguir se alimentar normalmente.

  7. Comer emocionalmente ameniza os sentimentos ruins em curto prazo, mas em longo prazo piora a sua qualidade de vida.

Comer emocionalmente não é nenhum pecado mortal e todos nós fazemos isso ora ou outra (gordos e magros, equilibrados ou não). Quando bate o estresse é natural que venha uma porção de batata frita na cabeça e quando o cansaço bate também é natural querer comer um pedaço de torta de chocolate.

Não há mal algum em comer de vez em quando para afogar as mágoas, o problema está em usar a comida toda vez que a mágoa aparecer.

Comer diminui instantâneamente o desconforto que as emoções negativas causam, mas passados alguns minutos a emoção volta a surgir acompanhada de outros sentimentos ruins provocados pelo ato de comer. É um ciclo de fuga do desconforto que começa inocentemente, mas que pode se estender para a vida toda.

Para esquecer o desconforto a gente come e, minutos mais tarde, a dor é multiplicada. Por incrível que pareça, com a intenção de diminuir a nossa dor acabamos sentindo ainda mais dor. Além do sofrimento de conviver com hábitos alimentares desequilibrados, temos que encarar o sofrimento maior de não conseguir viver a vida que desejamos.

Se você está passando por isso, pode ser que sinta sozinha, incompreendida e sem saída. Você talvez evite comer fora ou ir à festas só para não correr o risco de comer mais do que o necessário, e estou quase certa de que o medo de engordar vive rodeando as suas escolhas alimentares. Eu sei porque eu já passei por isso e não houve nenhum médico ou nutricionista que tenha dado atenção ao fato de que o meu problema não era falta de disciplina.

Se você come para não sentir, não acredite que o seu problema seja falta de vontade ou indisciplina. Também não acredite que comer menos seja a saída para uma vida em paz com o alimento. Você provavelmente já tentou isso antes de vir aqui para o blog e não deu certo, não é mesmo?

A chave está em aprender a lidar com as suas emoções de outra forma que não seja comendo. O que você come ou deixa de comer aqui é secundário, aprender a lidar com as frustrações deve ser o seu objetivo maior. Esta é a única maneira de construir hábitos alimentares realmente equilibrados.

Que os seios balancem

Como o mundo fitness é cruel com as mulheres

Vergonha de entrar na academia. Vergonha de correr na rua sem saber direito o que fazer com os seios balançando. Vergonha de dançar com a roupa que revela tudo o que achamos que deve ser escondido.

Vergonha.

Vergonha por estar gorda demais, magra demais, flácida demais, branca demais, negra demais, baixa demais ou crespa demais para se movimentar.

Melhor exercício para emagrecer

Eu até quero me exercitar, mas ah, se você soubesse o que se passa na minha cabeça antes de entrar no vestiário de uma academia. Se você soubesse o quanto preciso dialogar comigo para me convencer a sair de casa com uma legging que deixa aparente a celulite que ninguém jamais veria se eu ficasse aqui, sentada no meu canto. Se você soubesse a ansiedade que me bate ao sentir aquele cheiro de cloro da piscina enquanto eu visto o meu maiô.

Este é o sentimento que muitas mulheres sentem ao se engajar em alguma atividade física - vergonha. Vergonha de se expressar num ambiente em que não nos sentimos bem-vindas ou aceitas. Vergonha por sermos menos que perfeitas e por não termos corpos considerados adequados aos esportes. Pelo menos, é essa a mensagem que recebemos todos os dias.

crédito: Campanha "This girl can"

crédito: Campanha "This girl can"

Desde o flyer da academia até as fotos de inspiração no Instagram, passando pelas matérias de revistas e artigos em sites e blogs, tudo nos faz lembrar de que somos como um acessório no esporte, um acessório que precisa ser belo para fazer sentido em todo este conceito de saúde.

Se de um lado somos motivadas a adotar um estilo de vida mais ativo, de outro somos relembradas de que apenas corpos malhados são aceitos na dança, corrida, esportes em grupo ou artes marciais.

O corpo feminino em movimento é visto como espetáculo, algo a ser admirado por homens e por outras mulheres.

O nosso receio em praticar esportes não está relacionado à capacidade física ou habilidade motora, e sim à intimidação que o ambiente oferece. Enquanto alguns homens se reúnem para a pelada de quarta-feira regada à cerveja, muitas mulheres dedicam tempo e energia planejando como malhar sem destruir a escova no cabelo e avaliando qual a maquiagem ideal para se exercitar. Tudo isso porque queremos participar e, para participar, temos que estar conforme.

CRÉDITO: CAMPANHA "THIS GIRL CAN"

CRÉDITO: CAMPANHA "THIS GIRL CAN"

Mesmo adultas é como se ainda estivéssemos nas aulas de educação física, quando o mundo se dividia brutalmente entre os que jogavam e os que ficavam sentados, olhando. E nessa lógica, somos as que ficam sentadas, torcendo para ser escolhida na próxima partida e nos sentindo como a minoria excluída.

Por mais que pareça que somos minoria, somos muitas. Somos milhões de mulheres que não se sentem motivadas a se exercitar por não se sentirem bonitas o suficiente para isso. Estamos sentadas olhando a vida ativa dos outros pela tela do celular e imaginando como seria a nossa se também o fizéssemos.

O único argumento capaz de nos fazer movimentar apesar de todos esses desafios é a promessa de que um dia teremos um corpo digno do mundo fitness. Afinal, qual é o sentido do exercício se não for para emagrecer, enrijecer ou moldar? Qual o sentido do suor e do cansaço se não for por um corpo fit?

O sentido de movimentar o corpo é dar a ele a chance de se expressar no mundo e de existir como ele é, e não necessariamente de transformá-lo.

Está na hora de desmistificarmos a ideia de que o exercício físico é só para alguns e este vídeo da campanha #thisgirlcan é um exemplo disso.

Exercício físico é para todas, independente do tipo físico, limitações ou objetivos. Quer saber? Que os seios balancem, que as coxas tremam e os cabelos se rebelem. 

Pela democratização do esporte.

Quando um relacionamento acaba outro pode começar

O relacionamento com você mesma

Começar a se amar quando alguém deixa de fazê-lo pode parecer a reação mais improvável com o fim de um relacionamento, mas a leitora Juliana provou o contrário. Após concluir os #100diasdeamorproprio ela enviou este depoimento lindo sobre a experiência dela.

Com vocês, a Juliana:

amor-próprio #100diasdeamorproprio

Não é um fim, mas sim o início.

O ano de 2014 foi bem difícil pra mim, um ano que trouxe muitas reviravoltas na minha vida, que me exigiu uma enorme superação. Chegando ao fim dos #100diasdeamorproprio, junto com o fim do ano, passa uma retrospectiva na minha cabeça: comecei o ano com tantas certezas e logo no primeiro semestre todas elas se desfizeram (sem emprego, sem casa e com um coração partido). Fiquei um bom tempo perdida sem saber o que fazer, sem vontade nenhuma, quase me entregando à depressão, mas depois de toda tempestade sempre vem a calmaria.

Aprendi que nessa vida não temos certeza de nada, mas temos que estar preparados para o que vier. Comecei a me descobrir e decidir o queria pra minha vida quando li o livro da psicóloga Lourdes Possato, minha vida nunca mais foi a mesma e decidi que nunca mais será. No meio dessa jornada de autoconhecimento, já tendo mudado algumas coisas na minha vida, conheci o blog onde encarei este desafio dos #100diasdeamorproprio.

Sempre tive problemas em começar e não terminar as coisas, desistir pelo meio do caminho, e essa é uma das grandes mudanças que quero pra minha vida, ir até o fim dos meus projetos.

Estou muito feliz em concluir esta etapa de aprendizado, porém ele não termina aqui, vou levar isso pra vida toda. Agradecer a todos que me incentivaram e apoiaram, aos que riram, criticaram ou fizeram piada também, pois tudo me motivou a não desistir.

O amor-próprio vai muito além do que a maioria das pessoas acham que sabem, neste tempo pude aprender um pouco também. Hoje sei que amor-próprio não é simplesmente dizer que não me importo com o que os outros dizem de mim mesmo que aquilo me incomode, mas sim saber que sou uma pessoa com qualidades e defeitos.

Não sou perfeita e preciso me aceitar como sou e não fingir ser um outro alguém. Pessoas vão se aproximar de mim pelo que sou e outras se afastarão pelos mesmos motivos, o importante e eu estar bem comigo mesmo que os outros não aprovem.

Hoje sei que amor-próprio não é dizer não ao amor, me fechar, dizer que quem se entrega ao amor de outra pessoa é porque não tem amor-próprio.

Não, amar é a coisa mais linda desse mundo, e mesmo tendo sofrido algumas vezes, não quero deixar de acreditar no amor, apenas aprender que antes de amar outra pessoa preciso me amar.

Tudo na vida tem 50% de chance de dar certo ou errado e hoje sei que amor-próprio não é desejar loucamente o corpo dos meus sonhos, fazer dietas mirabolantes, tomar remédios que se dizem milagrosos, nem deixar de fazer isso ou aquilo e adiar minha vida pois não estou com o corpo que desejo. Eu sei que devo sim cuidar cada dia dele, não abrir mão de nada, mas não abusar também e fazer uma reeducação alimentar. Este ano eu descobri duas novas paixões que vão me auxiliar em longo prazo na minha nova escolha de vida saudável, que é a corrida e a trilha, dois esportes que estou amando descobrir.

O que desejo para 2015? Primeiro deixar as promessas de lado, porque a vida é uma caixinha de surpresas. Hoje eu quero uma coisa, amanhã outra, não quero me prender a nada. Estou amando minha nova fase de liberdade física e mental e quero começar o ano assim, mais leve, sem grandes expectativas ou cobranças.

O amor-próprio é como uma planta, precisamos regá-lo todos os dias para que ele não morra, e este será meu maior desafio para 2015, colocar em prática todo aprendizado que os #100diasdeamorproprio me trouxeram.

Obrigada @brigadeirodealface por me fazer enxergar o amor-próprio que eu achava estar perdido em mim, por me fazer voltar a acreditar em mim mesma. Guardarei cada conselho pra sempre, indicarei outros amigos a fazer e se preciso for, farei novamente. Feliz 2015 para todas nós que aprendemos que o maior amor do mundo é o amor-próprio!

Juliana Schneider Mesquita 

@jsmesquita

Obrigada Juliana e parabéns pela sua trajetória de autoconhecimento. Este ano promete!

O outro lado dos remédios para emagrecer

A minha experiência com a sibutramina

remédios para emagrecer sibutramina reductil

Em 2005, quando estava na faculdade, atingi o meu peso máximo. Entre estudo e estágio não havia tempo algum para planejar as minhas refeições e quando o estresse batia eu me abastecia de doces após o trabalho. O caminho entre o trabalho e a minha casa era o meu momento de relaxamento com brownies, sonhos, pastéis de nata, bolachas e chocolates.

Não demorou muito para atingir os 87kg e bater o desespero.

Foi então que eu fui a uma endocrinologista renomada de São Paulo para tentar dar um jeito nos meus excessos. Eu não tinha noção do que fazer para parar de comer tanto e achei que uma nova dieta resolveria a minha fome. Para a minha surpresa, a médica me passou Reductil (Sibutramina) para controlar a minha ansiedade e a compulsão por doces. 

Eu já havia publicado antes aqui o que eu penso sobre a comercialização de inibidores de apetite para combate da obesidade. 

Se você gostou vídeo, increva-se no canal para receber em primeira mão.

Para quem quer ser magra em 2015

Um ano de bem com a comida

Feliz 2015! Um viva para a primeira semana do ano - quando todas as promessas começam a ser colocadas em prática e um sentimento inexplicável de infinitas possibilidades nos invade o espírito.

Magra em 2015

Se você está lendo este post há uma chance enorme de que uma das suas metas para 2015 seja emagrecer, estou certa? Se esse é o seu caso continue lendo que tenho algumas novidades para dividir com você que poderão mudar os seus planos.

Entra ano e sai ano e continuamos almejando ter um corpo mais saudável. De um lado somos bombardeadas por revistas, livros, sites e blogs nos ensinando a perder 10 quilos em um mês e a ganhar massa magra da maneira mais eficiente. Somos estimuladas a derreter a gordura adquirida nas festas de fim de ano com fórmulas já conhecidas por todos, mas reformuladas de uma maneira que nos faz acreditar que desta vez será diferente.

A questão é que poucos levam em consideração que a conhecida fórmula “dieta + exercícios = perda de peso” não funciona para todo mundo. A grande maioria dos que conseguem emagrecer acabam falhando em manter o peso e o resultado é o ciclo de engorda e emagrece que todos já conhecem.

A verdade é que se dieta funcionasse estaríamos todos magros.

Você começa o ano jurando que desta vez será diferente e que você vai conseguir controlar o que coloca na boca porque está tão cansada de ter que lidar com o botão da calça jeans ferindo a pele depois de passar o dia sentada. Você quer sair de vestido para uma tarde no parque sem se preocupar com a assadura entre as coxas e ter energia para levantar de manhã e não se preocupar se terá alguma peça no guarda-roupa que ainda sirva.

Quer saber? Tudo isso pode ser estressante mesmo e só quem já passou por isso para entender o que é começar o dia carregando o peso extra de se ter o peso extra. Então não se preocupe que não tentarei te convencer a desistir do seu sonho de emagrecer, mas há algo importante que quero dividir com você para te ajudar nessa meta.

Quando planejamos emagrecer estamos em busca de algo maior: nós queremos nos sentir mais dispostas, atraentes, confidentes e com mais energia; nós queremos nos sentir bem e felizes. Ter um corpo magro é como uma promessa de uma vida melhor. No entanto, muitas dietas para emagrecimento nos fazem sentir o oposto do que estamos buscando: nos sentimos desanimadas, mal-humoradas e infelizes, o que nos faz querer comer ainda mais.

Como emagrecer rápido

A razão para dietas restritivas não darem certo é simples: adotar uma alimentação que depende da nossa força de vontade e autocontrole para ser mantida é receita certa para o fracasso, pois não há como lutar contra os nossos desejos para sempre. Nós precisamos nutrir o nosso corpo e mente de maneira sustentável e não como se fôssemos máquinas que precisam de determinada quantidade de combustível para funcionar.

É por isso que eu proponho algo diferente este ano. Eu proponho que você foque na sua relação com o alimento e com você mesma e deixe o emagrecimento como consequência. Eu proponho que 2015 seja o ano de bem com a comida.

Como você quer se sentir em 2015? Como você quer tratar o seu corpo e as suas necessidades?

Quando nos alimentamos equilibradamente, escolhendo alimentos frescos preparados em casa e comendo o suficiente para saciar a nossa fome, a perda de peso ocorre gradativamente e sem grandes sacrifícios. Então não tenha pressa, você tem o resto da sua vida para ser saudável e feliz.

A verdade é que corpo magro não é sinônimo de corpo saudável, mas continuamos tomando medidas nada saudáveis para alcançar a magreza a qualquer preço.

Eu proponho que este seja o ano em que você faça as pazes com a comida e com você mesma. Um 2015 com muitas saladas, frutas, bolos de aniversário, brigadeiros, pães e legumes. Não há meta melhor de ano novo do que aquela que respeita as suas necessidades e como você quer se sentir.

Que você fique de bem com a comida para sempre.