Para quem come demais em festas

3 crenças que estão te impedindo de aproveitar as comemorações

Comer demais comer compulsivo compulsão alimentar em festas

Como a temporada de festas de fim de ano está aberta, não há melhor momento para falarmos sobre as comilanças e arrependimentos que surgem ao redor de qualquer festividade.

Enquanto muita gente fica pensando no que vai vestir ou em qual presente vai comprar, outras reservam boa parte das energias pensando em comida e bebida, mais especificamente no que vai comer ou deixar de comer.

Eu já passei muito por isso e tenho certeza que não estou sozinha nessa, mas se você está em dúvida, aqui vai um breve teste para descobrir se este vídeo é para você:

Antes da festa

  1. O período antes da festa pode ser motivo para muito estresse: você pensando em todas as gostosuras que serão oferecidas, nas bebidas, no quanto irá engordar ou deixar de emagrecer.

  2. Uma semana antes você já começa a comer muito mais, já com o pensamento de que depois da festa tudo será diferente.

Durante a festa

  1. Durante a festa o coração literalmente fica disparado ao ver tantas gostosuras espalhadas na mesa e a sua vontade é de comer como se não houvesse amanhã.

  2. Você só consegue pensar em comida. Enquanto alguém conversa com você seu pensamento está em qual será o próximo quitute a comer.

  3. Você começa a se envergonhar do quanto está comendo e verifica se tem alguém reparando em você.

  4. Conversas do tipo fulana emagreceu ou fulana engordou te incomodam e te fazem querer comer ainda mais.

  5. Você come escondido para que ninguém veja o quanto você está ingerindo.

Depois da festa

  1. Depois da festa bate um arrependimento e você começa a planejar o que poderá ser feito para compensar a comilança.

Se houve uma identificação com os itens citados acima este vídeo é para você, aproveite!

Para quem gostou do vídeo e quer mais, basta se inscrever lá no canal para receber as atualizações fresquinhas.

O que deu certo e errado em 2014

Balanço pessoal do ano

Eu mal posso acreditar que dentro de poucos dias estaremos em 2015. Ainda me lembro que comecei 2014 definindo que este seria o ano da autoestima e é com uma alegria enorme que eu olho para trás e vejo que essa meta foi cumprida. Não apenas eu, mas muitas seguidoras aceitaram o desafio de se amar mais e eu encerro o ano com sentimento de tarefa cumprida.

No cinema, um dos lugares em que me sinto mais feliz no mundo

No cinema, um dos lugares em que me sinto mais feliz no mundo

Mas 2015 tem mais, muito mais. Alguns projetos legais estão por vir e adoraria ter a sua participação nisso. O objetivo é que criemos uma comunidade de mulheres com voz própria, que se ajudam e se estimulam a tirar da vida o que ela tem de melhor. A conversa em 2015 vai muito além de amor-próprio, comida ou imagem corporal.

Como é final de ano, eu normalmente concentro as energias fazendo uma lista de metas e intenções para o ano seguinte, mas desta vez resolvi fazer diferente, ou melhor, complementar um pouco o ritual. Pela primeira vez me dedico a fazer um balanço do que aconteceu na minha vida em 2014 para reavaliar os meus acertos e erros, sem ordem certa de importância.

Na cerimônia de naturalização holandesa

Na cerimônia de naturalização holandesa

O que deu certo

  1. Comida e culpa não se misturaram: mal posso acreditar que passei o ano sem me sentir culpada por comer alimentos com glúten, lactose e açúcar. Em um ano onde muitos alimentos foram demonizados, o carboidrato continuou fazendo parte da minha vida e o equilíbrio se mostrou mais forte do que as tentadoras dietas da moda. Em geral, estou satisfeita com as minhas escolhas saudáveis de alimentação.

  2. O blog cresceu: sinto o maior orgulho de ter alcançado tantas pessoas em 2014. O blog surgiu tímido no final de 2013, mas cada dia tenho mais certeza que tomei a decisão certa em começar a dividir o que eu gostaria de encontrar na internet e não encontrava. Foi uma superação gravar alguns vídeos para você, mas achei essencial para nos conhecermos melhor e não me arrependo.

  3. Os #100diasdeamorproprio foram os melhores dias do ano: esse projeto foi a minha menina dos olhos e eu amei cada passo. Foi com ele que retomei uma paixão antiga que estava adormecida - a escrita. Eu adoro falar, mas a comunicação com palavras escritas organiza a minha mente de uma maneira mágica, sem contar com os benefícios de pensar constantemente sobre como eu posso me amar mais. O espelho e o coração agradecem o esforço.

  4. Mais um ano vivendo conscientemente: há alguns anos tenho me dedicado a viver de maneira mais consciente e simples e fruto disso foi a minha emigração para a Holanda. Para quem acha que luxo e riqueza está na Europa, tem que passar uma temporada em São Paulo, onde a ostentação leva boa parte do ordenado com coisas que não têm a menor relevância na vida. Pois é, este foi mais um ano sem consumismo exagerado ou desperdício. 

  5. A TV foi desligada para sempre: mesmo não assistindo quase nunca mantivemos a assinatura até a Copa do Mundo para acompanhar os jogos, mas depois cancelamos a televisão e desde então estamos assim: desinformados sobre os realities shows, propagandas, programas de qualidade duvidosa e amando tudo isso.

  6. Virei holandesa: é, finalmente depois de quatro anos morando por aqui obtive a cidadania holandesa em uma cerimônia incrível com o prefeito local. Tive até que aprender o hino nacional para receber a cidadania! O meu passaporte foi motivo para muita comemoração aqui em casa e um momento marcante em 2014.

  7. Fui gentil comigo: por mais que a gente sempre tente fazer a coisa certa acabamos errando aqui ou ali, faz parte. Este ano fui bem flexível com as minhas falhas, mas consegui reconhecê-las, aprender algo e seguir em frente.

foram muitas caminhadas com a família

foram muitas caminhadas com a família

Como a vida não é feita só de acertos, eu também escorreguei e aprendi bastante com isso.

O que deu errado

  1. Deixei de lado a meditação: já faz dois anos que descobri as maravilhas que a meditação promove na vida de quem vive pensando no que fez ou no que precisa fazer. Os pensamentos presos ao passado ou ao futuro nos impedem de viver tranquilamente o presente e nos deixam ansiosas. A meditação me ajudou muito a colocar a minha mente em ordem, mas este ano meditei muito menos do que gostaria.
  2. Exercícios físicos não foram uma prioridade: como mudei um pouco a minha rotina de trabalho e moro longe da academia foi complicado manter uma rotina consistente de exercícios. Sinto muita falta de movimentar o corpinho com regularidade, então o jeito é reavaliar a minha agenda para priorizar algo que gosto tanto de fazer.

  3. Desliguei a TV mas viciei no YouTube: vou te contar, não tem nada mais tentador do que aquelas recomendações que o YouTube te dá. Eu entro interessada em um vídeo em particular e, quando me dou conta, já assisti cinco. Vou tentar usar esse site com mais consciência no ano que vem.

  4. Troquei a vida social pela cama: eu sou daquelas que não abrem mão de uma festinha ou encontro, mas 2014 foi o meu ano de idosa. Um ano digamos dedicado à família e aos bons costumes, rs. Vamos ver se consigo dar um jeito nisso em 2015.

  5. Publiquei menos do que gostaria: por mais que ame publicar conteúdo aqui no blog, não consegui escrever tanto quanto eu gostaria. Em 2015 pretendo produzir mais conteúdo.

E ele foi a companhia mais agradável do ano

E ele foi a companhia mais agradável do ano

Levando em conta tudo o que deu certo ou errado, considero que 2014 foi um ótimo ano. Tive a oportunidade de fazer a minha lua de mel atrasada na Croácia, fui para o Brasil e festejei como não fazia há tempos e o mais importante de tudo é que sinto ter me tornado uma pessoa melhor. Foi um ano cheio de disposição, saúde e só tenho a te agradecer pela companhia.

É por isso que já quero desejar a você e à sua família um Natal maravilhoso. Se você não comemora o Natal, que os últimos dias do ano sejam um período de reflexão e agradecimento.

O meu agradecimento de qualquer forma é para você - obrigada por ter ajudado o meu ano a ser tão especial!

A minha maior lição nos #100diasdeamorproprio

O que eu aprendi

Depois de passar férias maravilhosas em São Paulo, estou de volta e cheia de energia para encerrar 2014 e começar o ano novo com tudo de bom. Em novembro fui ao Brasil imaginando finalizar os meus #100diasdeamorproprio com um post bem elaborado e detalhado. Eu queria encontrar algumas de vocês, queria escrever muito no blog, queria continuar comentando os posts de quem está fazendo a jornada dos 100 dias, mas tudo que consegui foi finalizar os meus próprios dias, e só isso.

Nem preciso revelar o quanto me senti frustrada ao não concluir quase nada do que eu havia me proposto a fazer, não é mesmo? Pois é, depois de dois anos sem voltar ao Brasil, me senti completamente envolvida com minha família e amigos e não consegui me dedicar ao trabalho como eu gostaria. Entre partidas de peteca com o meu sobrinho, cafés da manhã com mamãe e conversas no banheiro com a minha irmã, acabei deixando o blog de lado e não segui os meus planos. Desliguei-me completamente de tudo e vivi cada dia como se fosse o último. Esse meu desligamento foi a lição necessária para que eu entendesse o que os #100diasdeamorpróprio haviam feito por mim.

Alguns momentos inesquecíveis em São paulo

Alguns momentos inesquecíveis em São paulo

Quando eu me propus começar o projeto não imaginava a transformação que isso teria na minha vida, mas o fato de eu ter reservado um tempinho durante 100 dias consecutivos para escrever algo sobre o amor-próprio me fez entender muito melhor as minhas necessidades. É incrível a mudança que pequenos passos diários podem provocar nas nossas vidas.

Quando finalizei o meu projeto já no Brasil, senti uma vontade enorme de aproveitar cada segundo que eu tinha junto daqueles que amo, mas passei os dias pensando no blog, em vocês, nos emails, comentários e mensagens que eu recebia. Eu fiquei dividida entre pessoas queridas e trabalho e acabei optando pela primeira opção, o que pode parecer muito natural, mas acabou não sendo. Eu ignorei uma parte fundamental da minha vida que me faz muito feliz - escrever e conversar com vocês.

Às vezes, o caminho mais fácil e prazeroso não é o melhor caminho a ser seguido se você quer agir alinhada ao seu amor-próprio. O que eu aprendi na minha jornada de 100 dias é que

quando o assunto é amor-próprio, o que precisamos é mais importante do que aquilo que queremos.

Ao fazer o que precisa ser feito sempre ficamos com um sentimento maravilhoso de missão cumprida, de capacidade ilimitada e de autoconfiança. Nem é preciso dizer o efeito positivo que isso tem na forma como nos vemos e vemos o mundo. Por outro lado, quando fazemos o que queremos em detrimento daquilo que precisamos nos sentimos culpadas, indisciplinadas, desorganizadas e incapazes, que é exatamente como eu me senti ao ignorar o blog. É claro que foi maravilhoso ter aproveitado ao máximo a minha família, mas gostaria de ter me organizado melhor antes das férias para não sentir nenhum ressentimento ao fazê-lo.

O ideal seria se as nossas vontades e necessidades sempre estivessem alinhadas, mas a realidade é que somos pura contradição: nós precisamos emagrecer, mas queremos comer o pacote inteiro de bolacha; nós precisamos dar adeus a relacionamentos abusivos, mas não queremos enfrentar noites solitárias; nós precisamos exercitar, mas queremos descansar no sofá depois de um dia de trabalho. Todos esses desejos vão contra as nossas próprias necessidades e, por isso, ficamos confusas sobre as nossas escolhas.

A gente se perde em um emaranhado de caminhos que nos levam a aumentar ou diminuir o amor que sentimos por nós mesmas. Na dúvida, o melhor a fazer é priorizar as nossas necessidades e não as nossas vontades. Por mais que seja importante buscar o que queremos, encontrar o que precisamos é fundamental. Ao seguir apenas a nossa vontade sentimos aquela satisfação momentânea, mas temos que lidar depois com sentimentos menos agradáveis. É como comer fast-food - pode até te satisfazer rapidamente, mas não te alimenta. E não se trata de ter mais disciplina ou autocontrole, e sim de ter o cuidado em respeitar aquilo que te faz feliz - isso é amor, amor-próprio.

O amor-próprio não é nada mais do que o fruto das escolhas que fazemos todos os dias, conscientes ou não. Antes de começar os meus 100 dias, eu não saberia diferenciar aquilo que quero daquilo que preciso. Esses dias me ensinaram a entender quais são as minhas necessidades e agora eu sei que só ao atendê-las é que me sinto bem comigo. Essa foi a minha jornada, a minha lição. E cada dia valeu muito a pena.

Os #100diasdeamorproprio me transformaram de uma maneira que eu não poderia imaginar, mas tenho notado que eu não sou a única. É por isso que eu convido você a também participar dessa experiência. Se você já iniciou ou completou os seus 100 dias e quer dividir como foi ou está sendo o seu processo me mande um email contando algo que você tenha aprendido. Quem sabe a sua história não vira um post? Eu estou curiosa para saber a sua história.