O que é bonito mesmo é ser magra

Mas amanhã a história pode ser diferente

Falar em padrão de beleza é o assunto do momento. Todo mundo tem uma opinião sobre isso e eu não sou excessão. No último post eu comentei que estava na Polônia para o casamento de uma amiga, mas tem algo que eu também quero dividir. Depois do casamento paramos em Berlim por alguns dias para que eu finalmente conhecesse uma das cidades mais incríveis da Europa.

na ilha dos museus

na ilha dos museus

Berlim é aquele tipo de lugar que tem de tudo e agrada todo tipo de público, mas o que eu estava interessada mesmo era em história.  Depois de alimentar o meu espírito na Polônia era hora de alimentar o meu conhecimento na Alemanha. Eu queria ver tudo e saber tudo sobre a Segunda Guerra Mundial, sobre o Muro de Berlim e a Guerra Fria, mas não esperava que o tema padrão de beleza fosse ser tão presente na minha visita à capital alemã.

a mulher ideal na era paleolítica (vênus de willendorf por MatthiasKabel)  e a mulher ideal atual (Candice Swanepoel)

a mulher ideal na era paleolítica (vênus de willendorf por MatthiasKabel)  e a mulher ideal atual (Candice Swanepoel)

No nosso primeiro dia fomos visitar o museu Neues, que é um dos cinco presentes na Ilha dos Museus, e acabamos passando o dia inteiro por lá. Foi então que eu pude ver que padrão de beleza é algo que sempre existiu desde que se tem conhecimento sobre as civilizações. Ao longo dos séculos nós só fomos mudando o que achamos bonito. O que era bonito gordo passou a ser bonito magro, que se transformou em bonito atlético, que voltou a ser bonito gordo e agora é bonito magro novamente. Ufa!

 

O corpo da mulher ideal da Idade da Pedra era pura fartura, mas depois vieram os Egípcios na Antiguidade com corpos magros e alongados. Não contentes, os gregos chegaram com a ideia de que bonito mesmo era ser atlético, até que as musas voluptuosas renascentistas vieram para mostrar que era lindo ser cheia de curvas. 

no museu neues

no museu neues

Hoje temos as nossas musas fitness torneadas e turbinadas que estão aos poucos sendo substituídas pela magreza mais natural e definida.  

O corpo ideal é uma busca que não tem fim

Ele segue a mesma lógica da indústria fashion: o que é bonito hoje vai ser feio amanhã para voltar a ser bonito depois de amanhã. Com a pequena diferença de que mudar de calça é bem mais fácil do que mudar de corpo.

O padrão de beleza não respeita idade, tipo físico, preferências alimentares, rotina de trabalho ou nível de atividade física. Ele está aí para definir como um corpo ideal deve ser, sem levar em consideração as diferenças naturais que temos uns dos outros.

O padrão de beleza não se importa se você trabalha nove horas por dia e passa duas horas no trânsito. Ele está aí para te relembrar que você precisa malhar todos os dias para conquistar um corpo digno de sentir orgulho. 

O bonito ao longo dos anos

O bonito ao longo dos anos

A partir do momento que criarmos esta consciência de que corpo "bonito" é um conceito tão vago quanto calça jeans de cintura alta ou baixa, ficará muito mais fácil olhar para os padrões sem ser afetada por eles.

É muito difícil fazermos a mídia parar de ditar padrões, mas é possível impedir que eles afetem tanto a nossa autoimagem. Adequar-se ou não aos padrões é uma escolha pessoal que deve ser respeitada.

Espalhe essa ideia.