Guia de viagem para a comedora emocional (Parte 2)

… continuando o nosso guia de viagem

Há algo sobre estar de viagem que nos faz sentir como se pudéssemos comer e beber como se não houvesse amanhã. A festa já começa ao sairmos de casa: se vamos de carro, levamos junto salgadinhos, chocolate e biscoitos para os momentos de entediamento; se vamos de ônibus, usamos as paradas para ir ao banheiro e provarmos as gostosuras locais; se vamos de avião, as guloseimas nos ajudam a sobreviver entre uma refeição e outra.

Comer demais não é bom para ninguém. Depois do exagero nos sentimos desanimadas, inchadas e esgotadas fisicamente. Mas viver controlando o que comemos também não é bom. Esse controle faz com que passemos mais tempo pensando em comida do que em qualquer outro aspecto de nossas vidas.

Este guia é para te ajudar a encontrar o meio-termo dos dois extremos durante a sua viagem.

 
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Viaje com o corpo que você tem

Independente do tamanho do seu jeans, vá viajar. Não adie a viagem até que o seu corpo esteja “aceitável” para sair de férias. Isso é algo que estressa muitas mulheres que acabam adiando os planos porque não se sentem no direito de se divertirem com o corpo que têm.  Meses antes da viagem, elas já começam a controlar a alimentação e a investir na malhação para exibir um corpo digno de um biquíni.

Infelizmente, na maioria dos casos, o corpo de biquíni nunca chega. As chances de você ter um corpo de modelo sem ser modelo são mínimas, e as chances de você ter um corpo de blogueira fitness sem ser blogueira fitness também são mínimas. Então vá com o seu corpo, esse aí mesmo que você tem agora - não o de ontem, nem o de amanhã.

 
Comi demais na viagem
 

Pare de comparar o seu corpo aos demais corpos

Toda vez que você se pegar comparando o seu corpo ao de outras mulheres, pare! Não permita que esse pensamento crie raízes, procure razões e encontre culpados. Funciona mais ou menos assim:

“Olha que barriga linda ela tem. Quantas vezes por semana será que ela malha? Ela não deve comer carboidrato à noite... Olha só o meu bucho!”. Se isso passar pela sua cabeça, pare, tire os olhos dela, e comece a puxar assunto com quem está ao seu lado. Não permita que o seu pensamento continue destruindo a sua autoestima. Acredite, depois de um tempo exercitando a arte de parar de se comparar, você vai se tornar uma profissional no assunto.

 
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Seja seletiva na escolha das delícias

Quando estamos longe de casa qualquer comida parece exótica e saborosa. Quando a gente passa pelo sorvete do tiozinho da esquina todos os dias nem prestamos muita atenção, mas se o mesmo sorvete estiver sendo vendido em uma cidade desconhecida, nos sentimos na obrigação de prová-lo. Estamos convencidas de que se não provarmos o sorvete naquele minuto, estaremos perdendo uma grande oportunidade que, provavelmente, nunca mais teremos.

Se eu leio aquelas plaquinhas anunciando os produtos locais que usam as palavras mágicas “caseiro” ou “artesanal”, eu ficou doida. A minha boca já enche de água, a minha mente é  invadida por pensamentos nostálgicos e o meu corpo se enche de amor. Quando eu menos percebo, já estou caminhando alegremente com uma sacolinha forrada de delícias locais caseiras e artesanais, muitas das quais nem são tão saborosas assim.

Comer gostosuras faz parte de uma alimentação saudável e equilibrada, o segredo é não abusar na quantidade. Por isso, seja mais seletiva na escolha da sua delícia. Se é para comer algo gostoso que seja muito, mas muito gostoso. Vale a pena recusar batata frita no almoço, por exemplo, para pedir um crepe com doce de leite de sobremesa no jantar.

 
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Foque nas refeições principais

Para a comedora emocional, um dos grandes segredos é comer o suficiente nas refeições principais. Não estou falando de frango grelhado com salada apenas, mas sim de uma refeição que realmente satisfaça - a famosa comida com sustância. Se você comer bem durante as refeições, vai sentir que a vontade de beliscar entre uma refeição e outra diminui drasticamente, isso sem contar que um café da manhã caprichado vai te deixar menos ansiosa em torno de comida ao longo do dia.

Não esqueça de incluir frutas e verduras nas três refeições principais. Além de todos os benefícios nutricionais, você vai sentir mais disposição durante a viagem e vai ter menos chance de lidar com a famosa prisão de ventre de viajante. Bateu uma feijoada? Não esqueça da couve e da laranjinha depois. Quem sabe um escondidinho de charque? Não deixe de pedir uma salada fresquinha para acompanhar.

Ninguém precisa viver de salada ou whey para ter uma alimentação saudável. Ser saudável é achar o equilíbrio entre o brigadeiro e o alface.

Leia aqui a primeira parte do Guia de Viagem para a Comedora Emocional.