É impossível amar o que não aceitamos

 Tudo começa com a autoaceitação

Quando comecei a postar os #100diasdeamorproprio, estava muito determinada a me ajudar e a ajudar outras pessoas que seguiram e continuam seguindo o projeto. Foi só a partir do vigésimo dia que eu me dei conta que 100 dias é um período bem longo para quem estava acostumada a procurar resultados instantâneos. De repente eu estava ali, dia após dia focada em apenas uma prioridade: amar-me apesar de tudo.

Amar-se durante uma semana é fácil, quem sabe até durante um mês, mas é muito improvável que durante 100 dias ninguém passe por momentos em que o amor-próprio é colocado à prova. São exatamente nesses momentos em que jamais devemos questionar o amor que sentimos por nós mesmas.

A vida foi acontecendo e todos os dias eu me via obrigada a relacionar o que eu sentia com a necessidade de me amar apesar de tudo. Foi um exercício incrível em que eu percebi que quando queremos alcançar algo, o mais importante é aceitar e reconhecer quem somos.

Quando a Juliana me enviou este depoimento sobre a experiência dela, eu não pude concordar mais.

#100diasdeamorproprio e a necessidade de se aceitar

Eu comecei a participar dos #100diasdeamorproprio quando vi a hashtag no instagram que criei para postar meu dia a dia na luta de querer ser a mulher perfeita - corpo magro, cabelo liso, unhas perfeitas e sempre bem arrumada. Aí olhando postagens de várias pessoas, cheguei nesse projeto e me interessei a participar. Quer saber por quê?

Porque eu sempre quis participar de um projeto mas nunca consegui terminar, porque os projetos eram #30diassemjacar, #15diasdemalhação, #20diassaudaveis ... e eu percebia que era impossível ficar 30 dias sem comer um chocolate ou um doce e não jacar. Era impossível ficar 15 dias sem preguiça para ir malhar ou 20 dias saudáveis sabendo que o melhor da vida é comer um pastel de feira toda semana.

Foi então que eu entendi que o projeto #100diasdeamorproprio era passar 100 dias sendo eu mesma.

Passei 100 dias da minha vida postando algum momento do meu dia. Um dia estava feliz e postava minha felicidade, outro dia estava triste e postava minhas lágrimas; um dia estava me sentindo linda e postava toda minha beleza e outro dia estava me sentindo péssima atrás de um pacote de biscoitos recheados e eu postava o biscoito. E vivendo esses dias do projeto fui descobrindo dentro de mim um amor pela pessoa que sou, do jeito que sou.

Claro que quero melhorar, mas aprendi que sou quem eu quero ser e não o rótulo que publicam por aí. Descobri que amo meu corpo, por isso quero cuidar dele; que amo meu cabelo, por isso quero sempre estar penteada; que amo estar sempre bonita e arrumada.

Eu também aprendi que amor-próprio não é amar somente seu exterior e sim seu interior. Amo ser sincera, amo ser honesta, amo ser educada, amo ter amor pela minha vida. Aos #100diasdeamorproprio o meu obrigada por me ensinar a me aceitar como sou.

Eu quero ser assim: normal, alegre, triste, bonita, feia, gorda, saudável, não saudável, brava, bem-humorada. Porque a vida é curta para não ser vivida.

Juliana Andrade

Ju, eu é que te agradeço pelo depoimento lindo. Realmente, tudo começa pela autoaceitação e você explicou isso aqui de uma maneira única.