Comer “besteira” em público

Esta semana eu li uma coluna no jornal que me deixou intrigada. A jornalista descrevia como ficou desconcertada ao testemunhar uma mulher sentada no trem comendo uma barra inteira de chocolate. Na coluna, ela contou em detalhes como 180 gramas de chocolate haviam sido devorados em meia hora sem o menor constrangimento. O choque foi tamanho que ela decidiu escrever sobre isso. Ela não conseguia entender como alguém era capaz de colocar tanto açúcar no próprio corpo mesmo sabendo que ele é um tipo de veneno.

Bem, eu consigo.

A jornalista no caso não consume açúcar refinado, o que é uma escolha dela. Mas o fato de alguém comer uma barra grande de chocolate não deveria fazer dela uma pessoa ruim ou descuidada com a própria saúde. 

Se açúcar é veneno eu não sei, e ainda não há indícios suficientes comprovando isso. E se for veneno, qual seria a dose precisa então? Porque até água faz mal se ingerida exageradamente. Na verdade a discussão aqui não é se o alimento é saudável ou não; nós sabemos que ingerir muito açúcar não faz bem a ninguém, mas será que consumir alimentos considerados não saudáveis em público vai começar a ser visto como o cigarro é?