Cinco lições para viver melhor

Esta semana foi o meu aniversário!

E aniversário para mim, além de ser o melhor dia do ano, é também um dia para refletir e avaliar as minhas realizações e os aprendizados do ano que passou. Todo ano eu festejo o fato de eu estar viva e de ter a chance de envelhecer em um mundo cheio de coisas lindas a serem vistas.

O meu ano foi uma montanha russa incrível que me ensinou algumas lições importantes, e me mostrou como valorizar o que realmente importa. E para festejar o meu dia feliz, vou dividir cinco lições que eu aprendi e que deixaram a minha vida bem mais alinhada ao que eu acredito.

Colagem5licoes2.jpg

1. Viva o hoje:     Esta para mim foi a lição número um do ano: não passar os meus dias planejando o amanhã ou remoendo o ontem.  Uma lição que não foi fácil de ser aprendida, mas que agora eu entendo. Eu entendo que não devo desperdiçar os meus preciosos momentos revivendo algo que não vai mais acontecer ou romantizando um passado que quando aconteceu nem era tão fenomenal assim. Eu também entendo que quando a insegurança bate, tudo o que queremos é ter certeza do amanhã, mas que para ter certeza do amanhã é preciso fazer tudo certo hoje, e quando fazemos tudo certo é porque não estamos fazendo nada.

O erro é a prova de que realmente estamos vivendo

2. Ame sem medidas:     Eu sou uma romântica incurável. Eu amo, amo, amo. Eu amo até mesmo antes de ser amada. E caio, e choro, e amo de novo. Eu vivo me apaixonando por pessoas, por amigas, por mulheres que eu admiro, por lugares, pelo meu marido, pela minha família e por mim. Eu simplesmente não consigo gostar um pouco, ir com calma, esperar até ver o que acontece. Não. Eu amo. E é assim que eu acredito que uma vida deve ser vivida; não há nada mais humano do que amar sem precauções e sem recompensas.

Ame loucamente como se não houvesse amanhã

Colagem5licoes.jpg

3. Desligue a TV:     Este ano eu decidi só ligar a quadrada para assistir aos filmes e programas que realmente me interessavam. De acordo com o IBGE, a expectativa de vida de um brasileiro nascido em 2010 é, em média, de 73 anos. Segundo estudo feito pela Motorola Mobility, o consumo brasileiro médio de TV é de 20 horas semanais, traduzindo… quase 3 horas por dia. Fazendo a matemática, se estivermos na média, acabaremos assistindo 75.920 horas de televisão ao longo da vida. Ou melhor, 3.163 dias de TV, ou ainda melhor, quase 9 anos de olho na telinha! Agora, imagine as coisas maravilhosas que poderiam ter sido feitas em 9 anos de passividade?

É melhor gastar o seu tempo vivendo a sua vida do que assistindo como os outros vivem a deles.

4. Celebre o imperfeito:  Quando ouvimos que temos que nos amar e nos valorizar pensamos logo nas nossas qualidades, quando na verdade, a única maneira de nos amarmos é quando conseguimos aceitar os nossos defeitos. O ano que passou foi para mim uma celebração à imperfeição. Eu, oficialmente, aceitei e abracei todas as coisas das quais eu me envergonho, e fiz as pazes com cada uma delas.  E como a maravilhosa Clarice Lispector afirmou:

“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”

5. Seja vulnerável:     Admitir e aceitar as nossas fraquezas é uma das coisas mais assustadoras que podemos fazer, mas eu admito que não há nada mais libertador. Este ano eu aprendi que, às vezes, ao longo do caminho, precisamos pedir ajuda e segurar a uma mão de quem nos faz lembrar que não estamos sozinhos.  Até então, eu acreditava que eu deveria resolver tudo sozinha para manter a minha vida em ordem. Eu pensava em um mundo dividido em dois tipos de pessoas: as que ajudam e as que precisam ser ajudadas. A realidade é que todos estamos em ambas situações. Quando pretendemos ser invulneráveis contruímos uma barreira que nos afastam das pessoas mais importantes. Ao mostrar vulnerabilidade a quem confiamos, temos a chance de construir uma relação baseada em confiança. E isto é amar.

Ser forte é ter coragem de arriscar ser vulnerável

Ao soprar a velinha eu fiz o meu pedido e decidi, mais uma vez, que este ano eu escolho viver e aceitar a humanidade das minhas imperfeições. Eu escolho ser livre, arriscar e amar.