A minha maior lição nos #100diasdeamorproprio

O que eu aprendi

Depois de passar férias maravilhosas em São Paulo, estou de volta e cheia de energia para encerrar 2014 e começar o ano novo com tudo de bom. Em novembro fui ao Brasil imaginando finalizar os meus #100diasdeamorproprio com um post bem elaborado e detalhado. Eu queria encontrar algumas de vocês, queria escrever muito no blog, queria continuar comentando os posts de quem está fazendo a jornada dos 100 dias, mas tudo que consegui foi finalizar os meus próprios dias, e só isso.

Nem preciso revelar o quanto me senti frustrada ao não concluir quase nada do que eu havia me proposto a fazer, não é mesmo? Pois é, depois de dois anos sem voltar ao Brasil, me senti completamente envolvida com minha família e amigos e não consegui me dedicar ao trabalho como eu gostaria. Entre partidas de peteca com o meu sobrinho, cafés da manhã com mamãe e conversas no banheiro com a minha irmã, acabei deixando o blog de lado e não segui os meus planos. Desliguei-me completamente de tudo e vivi cada dia como se fosse o último. Esse meu desligamento foi a lição necessária para que eu entendesse o que os #100diasdeamorpróprio haviam feito por mim.

Alguns momentos inesquecíveis em São paulo

Alguns momentos inesquecíveis em São paulo

Quando eu me propus começar o projeto não imaginava a transformação que isso teria na minha vida, mas o fato de eu ter reservado um tempinho durante 100 dias consecutivos para escrever algo sobre o amor-próprio me fez entender muito melhor as minhas necessidades. É incrível a mudança que pequenos passos diários podem provocar nas nossas vidas.

Quando finalizei o meu projeto já no Brasil, senti uma vontade enorme de aproveitar cada segundo que eu tinha junto daqueles que amo, mas passei os dias pensando no blog, em vocês, nos emails, comentários e mensagens que eu recebia. Eu fiquei dividida entre pessoas queridas e trabalho e acabei optando pela primeira opção, o que pode parecer muito natural, mas acabou não sendo. Eu ignorei uma parte fundamental da minha vida que me faz muito feliz - escrever e conversar com vocês.

Às vezes, o caminho mais fácil e prazeroso não é o melhor caminho a ser seguido se você quer agir alinhada ao seu amor-próprio. O que eu aprendi na minha jornada de 100 dias é que

quando o assunto é amor-próprio, o que precisamos é mais importante do que aquilo que queremos.

Ao fazer o que precisa ser feito sempre ficamos com um sentimento maravilhoso de missão cumprida, de capacidade ilimitada e de autoconfiança. Nem é preciso dizer o efeito positivo que isso tem na forma como nos vemos e vemos o mundo. Por outro lado, quando fazemos o que queremos em detrimento daquilo que precisamos nos sentimos culpadas, indisciplinadas, desorganizadas e incapazes, que é exatamente como eu me senti ao ignorar o blog. É claro que foi maravilhoso ter aproveitado ao máximo a minha família, mas gostaria de ter me organizado melhor antes das férias para não sentir nenhum ressentimento ao fazê-lo.

O ideal seria se as nossas vontades e necessidades sempre estivessem alinhadas, mas a realidade é que somos pura contradição: nós precisamos emagrecer, mas queremos comer o pacote inteiro de bolacha; nós precisamos dar adeus a relacionamentos abusivos, mas não queremos enfrentar noites solitárias; nós precisamos exercitar, mas queremos descansar no sofá depois de um dia de trabalho. Todos esses desejos vão contra as nossas próprias necessidades e, por isso, ficamos confusas sobre as nossas escolhas.

A gente se perde em um emaranhado de caminhos que nos levam a aumentar ou diminuir o amor que sentimos por nós mesmas. Na dúvida, o melhor a fazer é priorizar as nossas necessidades e não as nossas vontades. Por mais que seja importante buscar o que queremos, encontrar o que precisamos é fundamental. Ao seguir apenas a nossa vontade sentimos aquela satisfação momentânea, mas temos que lidar depois com sentimentos menos agradáveis. É como comer fast-food - pode até te satisfazer rapidamente, mas não te alimenta. E não se trata de ter mais disciplina ou autocontrole, e sim de ter o cuidado em respeitar aquilo que te faz feliz - isso é amor, amor-próprio.

O amor-próprio não é nada mais do que o fruto das escolhas que fazemos todos os dias, conscientes ou não. Antes de começar os meus 100 dias, eu não saberia diferenciar aquilo que quero daquilo que preciso. Esses dias me ensinaram a entender quais são as minhas necessidades e agora eu sei que só ao atendê-las é que me sinto bem comigo. Essa foi a minha jornada, a minha lição. E cada dia valeu muito a pena.

Os #100diasdeamorproprio me transformaram de uma maneira que eu não poderia imaginar, mas tenho notado que eu não sou a única. É por isso que eu convido você a também participar dessa experiência. Se você já iniciou ou completou os seus 100 dias e quer dividir como foi ou está sendo o seu processo me mande um email contando algo que você tenha aprendido. Quem sabe a sua história não vira um post? Eu estou curiosa para saber a sua história.