A dificuldade das gostosuras no trabalho

Você sabe bem como isso acontece. Você acordou decidida a ter um dia de bem com a comida, de bem com você. Aquele dia bom em que nutrimos o corpinho e cuidamos bem da nossa alimentação sem paranóia e com respeito.

No café da manhã deu tudo certo, você levou até frutas, castanhas e iogurte para comer entre as refeições principais. O almoço chega e você enche o prato de alimentos vibrantes, coloridos e nutritivos. Orgulhosa, você volta a trabalhar com a certeza de que hoje a sua alimentação vai ser tranquila, alinhada ao estilo de vida que você procura.

Comer demais no trabalho

No auge do seu cansaço, às 4 da tarde, a colega aparece com uma vasilha anunciando o bolo fresquinho assado na noite anterior. É hora do café. Ao abrir a vasilha o cheirinho da calda de chocolate te distrai do trabalho e em poucos minutos vem alguém te perguntar se você não vai querer.

Recusar comida oferecida com a maior boa vontade é um ato desconfortável para nós, para quem ofereceu o alimento e para outros ao redor. Por isso, muitas vezes é mais fácil dizer sim para manter todos satisfeitos e nos poupar do desconforto. MAs por que é tão difícil dizer não?

A função social

É na hora do café com bolo que você tem a possibilidade de interagir com colegas de trabalho. Compartilhar uma refeição ou um alimento é uma maneira de conectar o grupo, e é claro que não queremos ficar de fora disso.

A pressão social

Uma coisa é você dizer não, outra coisa é os outros aceitarem que você disse não. É incrível como tem pessoas que se sentem incomodadas quando você não está comendo o que elas estão. Você ouve coisas do tipo “só um pedaço não vai engordar”, “você não sabe o que está perdendo”, “você tá de dieta?”, “não faz desfeita”, “mas é receita original da minha tataravó que fiz especialmente”, e assim em diante.

Dizer não dói

Dizer não é chato em diversas ocasiões e com comida não é diferente. Você não quer ofender ninguém ou que os outros pensem que você é uma pessoa difícil.

Fome à tarde

No meu trabalho mesmo tem bolos e tortas servidos semanalmente devido a aniversários, comemorações ou à mão talentosa de colegas que adoram assar delícias. Mesmo que eu quisesse não tem como dizer sim toda vez senão eu estaria comendo bolo, torta e biscoito diariamente e este não é o estilo de vida que eu almejo. E mais importante, isso não é equilíbrio para mim.

Não há nada errado em aceitar o bolo no trabalho, mas não é preciso dizer sim sempre. No próximo post eu vou explicar maneiras que temos para entender se é hora de dizer sim ou não. Até lá!

É mais do que vontade de comer

Ano passado passei um bom tempo sem postar aqui no blog. De um lado a vontade de escrever sobre a nossa mentalidade em relação à alimentação e corpo não estava proeminente, e de outro a minha falta de organização nos dias livres me deixava ocupada com outras coisas bem menos relevantes que o blog.

O maior motivo pela minha falta de concentração foram mudanças este ano que prefiro guardar para mim por enquanto mas quem sabe um dia conseguirei dividir, mas o outro motivo é simplesmente ignorar que comida continua sendo um ponto que precisa de atenção na minha vida. Eu simplesmente fingi que não era comigo nos últimos meses. O resultado? Dias ótimos e equilibrados de alimentação seguidos por idas ao supermercado depois do trabalho para uma barra de chocolate. Jantares e happy hours deliciosos com amigos seguidos por batata frita na estação de trem.

Eu não sei quanto à você mas eu percebo quando não estou comendo pelos motivos certos. O problema não é o chocolate ou a batata frita mas a maneira como os comi. Sabe aquela alimentação que não é para matar a vontade ou para saciar a fome? Então, essa mesmo.

Identificar esse tipo de alimentação é algo que eu faço rapidamente porque a minha experiência é de longa data, rs. Para quem está começando tem duas observações simples que vão indicar rapidamente se você está comendo por vontade de comer ou por alguma outra razão:

  1. Observe se está se alimentando de maneira estressada ou escondida. Quando nos alimentamos assim o nosso corpo fica tenso, os ombros comprimidos e o coração meio acelerado. Você sente uma excitação mais forte em comprar ou comer o alimento do que durante o almoço.

  2. Pergunte-se se você se sentiria confortável em comer o que está comendo na frente de conhecidos ou de comentar o quão saboroso estava o alimento a um amigo ou familiar. Se a resposta for não, há uma chance grande de você estar comendo emocionalmente.

Algo para se levar em consideração é que essas observações não se aplicam para quem não tem distúrbio alimentar. Pessoas com essa condição frequentemente associam alimentação a um momento estressante e também podem se sentir envergonhadas ou desconfortáveis de comer em público mesmo que estejam com fome. Da mesma forma, muitas pessoas obesas mesmo sem ter um transtorno alimentar se sentem envergonhadas em comer na presença de outros por conta do julgamento que sofrem.

Qualquer que seja a sua dificuldade, o primeiro passo é se observar e entender de onde vem o impulso quando você percebe que não é simplesmente vontade de comer.

Até onde a Nutrição nos ajuda?

Quando sentei pela primeira vez na terapia de grupo que fazia parte do meu tratamento contra Bulimia eu esperava ver um nutricionista ali. A intenção da primeira fase do tratamento era normalizar a alimentação, então a presença do nutricionista me pareceu lógica, mas não era.

Eu estava ali sentada com a minha Bulimia frente a uma terapeuta e uma especialista por experiência em Transtornos Alimentares. Aquelas duas mulheres é que iriam me ajudar a construir uma relação saudável com o alimento.

Naquele ponto do meu TA o meu conhecimento de Nutrição era bem avançado. Eu entendia sobre enzimas e reações químicas que aconteciam no cérebro quando comemos um pedaço de bolo, eu sabia os males do excesso de açúcar, o perigo de consumir conservantes, espessantes e estabilizantes encontrados nos produtos industrializados. Eu sabia da oxidação dos óleos sujeitos a altas temperaturas, as calorias, os macros e micronutrientes, as combinações ideais de alimentos. Eu não compreendia o que a terapeuta tinha a me ensinar já que a minha dieta era super saudável e “limpa” como eles costumam dizer.

Foi durante o tratamento que eu descobri que eu precisava desaprender tudo o que sabia sobre Nutrição para curar o meu transtorno. Todos os meus conceitos de saudável precisavam ser abandonados.

O açúcar voltou a fazer parte da minha rotina, alimentos processados foram lentamente reintroduzidos, e frituras passaram a ser consideradas parte de um estilo saudável de vida sem transtorno alimentar.

Agora tente me imaginar ali reaprendendo a comer tudo o que sabia que não era considerado saudável. Tente imaginar a confusão na minha cabeça em aceitar que para ficar saudável eu tinha que aprender a comer alimentos não saudáveis. Que era esta divisão entre alimentos bons e ruins ajudava a manter o meu transtorno alimentar.

Eu queria me curar mais do que tudo, mas demorou meses para eu entender porque a terapeuta ignorava todos os meus argumentos nutricionais para evitar um determinado alimento. Ela ignorava aumento do risco de câncer, excesso de calorias, doenças cardíacas e aditivos químicos porque eu tinha algo mais urgente para ser tratado.

A Nutrição é uma ciência maravilhosa, novinha, que vem nos ensinando a todos profissionais ou não. Estamos juntos neste barco de incerteza do que comer ou deixar de comer, mas uma das lições mais importantes que aprendi na minha recuperação foi que esta confusão também nos adoece.

Eu sei, tem obesidade de um lado e tem doenças nascendo por conta do que comemos, mas também há outras nascendo por conta do que deixamos de comer, como alguns transtornos alimentares.

Se você tem algum transtorno alimentar leve isso em consideração. Feche a porta para os burburinhos nutricionais do que é bom ou ruim até que você se sinta mais forte. Nada é mais importante do que a sua saúde física e mental.

Segunda-feira sem dieta e sem detox

Eu entendo que para muitos hoje é um dia em que o chocolate do feriado ganha um gostinho amargo na memória. Comemos demais e queremos mudar isso. Não queremos engordar nem ter que lidar com as consequências dos excessos festivos.

É por isso mesmo que hoje eu espero que estejamos juntas mais do que nunca resistindo esta urgência de “corrigir” o que comemos.

Hoje não vai ter dieta e nem detox.

Dieta não funciona

Hoje será uma segunda-feira em que vamos juntas aceitar o fato de que comer mais na Páscoa faz parte de um estilo de vida saudável e não nos torna fracas ou descontroladas. Hoje iremos aceitar que comer mais em dias festivos é natural.

Por mais que a internet esteja hoje te bombardeando com dicas de como se livrar do excesso da Páscoa, o que você precisa mesmo é confiar no seu corpo. Ele consegue lidar muito bem com excessos porque você tem um fígado para filtrar tudo. Confie nisso. O seu corpo foi criado para ser uma máquina de eliminar toxinas sem você fazer nenhum esforço. Confie nisso.

Comer açúcar e gorduras saturadas não é ingerir toxinas, é participar socialmente de eventos que fazem parte da nossa cultura, da nossa vida.

Mesmo que pareça uma ideia saudável reduzir a sua alimentação ao máximo para compensar o que você comeu em dobro no feriado de Páscoa, isso é um grande desfavor para a sua saúde física e mental. Você vai apenas reafirmar o padrão de comportamento que tem te mantido obcecada com comida:

Comer em excesso - sentir culpa - compensar (dieta/exercícios) - comer em excesso

Nós não queremos mais viver assim comendo demais num dia e passando os próximos tentando compensar a comilança de alguma forma. Não queremos e não precisamos. Eu repito - comer mais em dias festivos é normal e não tem nada para ser compensado aqui.

Volte à sua alimentação normal hoje, beba bastante água e é vida que segue. Tente nesta Páscoa não repetir o comportamento da compensação.

Vamos juntas firmes nesta segunda-feira sem dieta!

Como sobreviver à Páscoa sem se acabar no chocolate #pascoabrigadeirodealface

A semana da Páscoa chegou e com ela o receio de não conseguir se controlar com tanto ovo de chocolate ao redor. Dá uma vontade de se deixar levar e comer todo o chocolate que aparecer pela frente, afinal é Páscoa e isso só acontece uma vez por ano! Não dá nem para imaginar este feriado sem ovo de chocolate, e nem precisa.

Se você não quer passar esta Páscoa com o sentimento de culpa e arrependimento, ou pior, com a sensação de que todo mundo aproveitou enquanto você teve que ficar se controlando, vem comigo.

Como sobreviver à Páscoa sem se acabar no chocolate #pascoabrigadeirodealface

Em momentos como este vem aquele pensamento nada construtivo de que todo mundo pode comer o que quiser enquanto você fica aí lutando para se controlar e engordando só de sentir o cheirinho do cacau. Acredite em mim, dá para curtir a Páscoa sem engordar e sem abrir mão de comer o que você gosta, só é preciso seguir algumas estratégias para aproveitar o feriado ao máximo.

É por isso que a partir de hoje vou postar no Instagram e no Facebook o desafio #pascoabrigadeirodealface. Tudo vai acontecer entre os dias 10 a 19 de abril. Serão 10 dias juntinhas com a hashtag #pascoabrigadeirodealface. Usem a hashtag para que eu acompanhar o que vocês estão vivenciando esta semana e para que eu possa participar disso com vocês.

Para começar, entenda 3 coisas:

1. A Páscoa é apenas um dia e não uma semana ou um mês, estamos falando de UM DIA apenas

Se você se enfiar em chocolate dos pés à cabeça apenas no domingo de Páscoa vai chegar uma hora que não vai mais aguentar comer tanto chocolate e vai parar, mesmo que você só pare depois de comer um quilo de chocolate. Seguindo esse exemplo extremo, o dia da Páscoa em si não é o problema, é o que acontece antes e depois dele. É por isso que este post está saindo com certa antecedência para que você se prepare psicologicamente para ela.

2. A dificuldade de lidar com chocolate 24 horas por dia ao redor é real

Sabe qual é o problema? É o ovo que você ganhou com antecedência e que fica na sua casa olhando para você. É o ovo que você se comprou porque é Páscoa e se não comer agora só daqui há um ano. É o resto de comida e sobremesa que fica na geladeira. São os doces espalhados pela casa. É a colega que vende trufas e ovos especiais no trabalho. É o Instagram e Facebook com fotos incríveis de ovos inacreditáveis de churros de doce de leite ou de Nutella.

Como resolver a dificuldade de lidar com o chocolate à vista? Tirar ele da vista. Simples assim.

3. Você não precisa eliminar completamente o chocolate ou as comidas deliciosas para passar a Páscoa sem culpa

A gente tem uma mania de viver no 8 ou 80 como se isso fosse a única maneira possível de viver. Ou certo ou errado. Ou tudo ou nada. Entre comer um ovo de Páscoa de meio quilo em um dia e passar a Páscoa sugarfree tem um oceano de possibilidades.

Escolha uma maneira de ver a alimentação que não siga nenhum extremismo, que priorize o prazer, a nutrição do corpo e da mente e alegria de viver livre de preocupações com o alimento.

Se você estiver nas redes sociais, publique a sua semana de Páscoa com a hashtag #pascoabrigadeirodealface que eu vou te acompanhar por lá.

Vamos fazer desta Páscoa uma para ser relembrada.

Como identificar a compulsão alimentar antes de acontecer

Estou sentada no trem a caminho de casa depois de um dia de trabalho intenso sentindo uma ânsia enorme de parar no supermercado e comprar um bolo recheado ou uma torta de chocolate, quem sabe alguns cookies ainda mornos ou donuts. Não sei bem, ainda não decidi o que comer, só sei que quero muito.

Estes momentos de desejo, de ânsia por comida não aparecem com muita frequência comigo, mas eles ocorrem. Normalmente, eu já tenho um mapa na minha cabeça para identificar se aquilo é uma uma simples vontade de comer ou um sinal vermelho de que a compulsão alimentar está pronta para acontecer. Por isso, estou escrevendo este post aqui direto do trem e do momento em que o desejo está presente para que vocês entendam na prática o que acontece.

Quando esse desejo insano aparecer tente se fazer algumas perguntas simples e rápidas. Serão as suas respostas que sinalizarão se é vontade de comer ou compulsão alimentar.

Como identifica a compulsão alimentar

Aqui abaixo dá para ver certinho quais são as minhas respostas, mas pense nas suas.

1. Estou com fome física?

Sim, por isso resolvi comer uma uma banana no trem e a fome passou, mas mesmo assim não consigo parar de pensar em doces.

2. Estou pensando em comer uma porção individual do alimento ou preciso de mais?

Eu preciso de mais. Quero comprar alguns cookies e ver outras delícias da confeitaria.

3. Eu consigo dizer não à minha vontade de comer?

No momento pareço não estar tendo controle nenhum sobre a minha vontade.

4. Estou sentindo excitação ou ansiedade em pensar no que eu vou comer?

Sim, estou sentindo o coração batendo mais forte ao me imaginar indo até a sessão de padaria no supermercado e escolher tudo o que eu quero.

5. Estou me sentindo culpada ou sei que me sentirei culpada depois de comer?

Não me sinto culpada agora mas com certeza irei me arrepender quando eu acordar amanhã.

6. Eu ficaria envergonhada se alguém me visse comendo isso?

Sim, eu quero comprar muitos doces e com certeza não comeria todos em público.

7. Eu contaria para alguém o que estou prestes a comer?

Não contaria para ninguém, só aqui no blog porque eu me sinto na obrigação de ser sincera com vocês.

8. Prefiro comer isso sozinha ou acompanhada?  

Eu com certeza comeria sozinha.

9. Eu preciso esconder as embalagens de alguém?

Sim, eu jogaria as embalagens antes de chegar em casa para meu marido não ver o quanto eu comi.

10. O desconforto de não comer o que eu quero agora é maior do que o desconforto que vou sentir depois?

Sim, no momento é muito difícil e quase dolorido resistir a urgência em comer. Mesmo sabendo que vou me arrepender, o arrependimento e a culpa parecem mais fáceis de lidar do que a urgência em comer.

Algumas perguntas aqui incluem sentir vergonha de comer em público ou culpa ao comer, mas isso não é reservado apenas para os episódios de compulsão alimentar. Tem muita gente sofrendo por comer apenas uma fatia de bolo, que é uma porção individual e seria normal fazer parte de um estilo de vida saudável.

Ao responder essas perguntas vai ficar mais fácil para você identificar quando a compulsão alimentar está prestes a aparecer. Por mais dolorido fisicamente que seja ignorar a urgência, é só com repetição que você consegue diminuir os episódios.

A primeira vez que você ignora a compulsão é extremamente difícil, a segunda é difícil, e vai ficando cada vez mais fácil. É um exercício. Um hábito que você quer desconstruir, então exercite.

Quanto a mim, eu não tomei a decisão de não comer. Eu simplesmente ignorei a vontade e fui andando meio zumbi para casa com a boca salivando e o coração acelerado. O desconforto não durou mais do que 20 minutos. Eu cheguei em casa, jantei, abracei o Matt e dormi aliviada por ter vencido mais uma vez.

 

3 passos para reduzir a compulsão alimentar

Se tem algo que eu aprendi desde que comecei a dividir as minhas estratégias e aprendizados com vocês em relação à alimentação foi que engana-se quem pensa que episódios de compulsão alimentar só acontecem com quem tem transtorno alimentar.

Compulsão alimentar é algo que acontece mais comumente do que queremos acreditar. Então se você tem lidado com esses episódios não se preocupe, está na hora de acabarmos com este tabu.

Compulsão alimentar acontece nos melhores lares, com as pessoas mais inteligentes, com que tem ou não transtorno alimentar, com homens e mulheres, com gordos e magros. Então fique tranquilo, você não está sozinho ou sozinha nessa.

Eu já havia escrito este post sobre o que fazer depois da compulsão alimentar, mas tem muito ainda para conversarmos sobre este assunto e eu vou tentar ser o mais clara possível.

Eu tentei por muito tempo parar a compulsão prometendo seguir uma alimentação perfeita, “limpa” e “saudável” nos dias seguintes. Mas bastava algo diferente acontecer na minha vida para eu me ver com o coração acelerado comprando todos os doces que eu via pela frente no supermercado.

Foi com muita tentativa e erro que eu aprendi que se você quiser se libertar da compulsão alimentar tem que começar pelo final. Isto é, pelo que acontece depois que você come compulsivamente.

São 3 passos simples:

#1. Pare imediatamente de tentar consertar a compulsão alimentar

não compense com dieta, exercícios físicos, laxante, vômito, medicamentos ou outros métodos.

#2. Coma o suficiente

adote uma alimentação variada que contenha tudo o que você precisa e ama

#3. Não reaja à urgência de comer

sinta a urgência de comer compulsivamente sem reagir a ela

Eu morria de medo de engordar demais se eu parasse a dieta e começasse a comer mais variado. Isso sem contar o pavor que dava de não passar mais horas na academia queimando as calorias extras do episódio de compulsão alimentar.

Como acabar com a compulsão alimentar

Foi com muita relutância que eu parei de compensar a compulsão alimentar, voltei a comer normalmente (com doces, frituras e excessos em determinadas situações) e comecei a exercitar a arte de não reagir ao impulso de comer compulsivamente.

Se foi fácil? Claro que não. Mas os passos são simples, só é preciso paciência, repetição, tempo e, o mais recomendado, alguém para te acompanhar nisso.

Por isso eu repito tanto e vou continuar repetindo - uma dieta não vai te ajudar a comer menos. Mesmo se você está desesperado para emagrecer, trabalhe a sua compulsão alimentar primeiro e o emagrecimento virá se você precisar dele.

Quer mais conteúdo sobre compulsão alimentar?

O que é a compulsão alimentar?

Comi demais, o que fazer?

Como controlar o impulso em comer

O que fazer quando a compulsão alimentar aparecer