Seja você e orgulhe-se disso!

A Páscoa está quase chegando.

E é neste clima de festa que eu te desafio a usar a sua melhor versão nesta Páscoa.

Faça o que você tem que fazer ou vá aonde você precisa ir com a autoconfiança de quem nasceu autoconfiante. Você pode começar agora mesmo lendo este post - endireite a coluna, levante o queixo e mostre ao mundo quem você é! Não é preciso se transformar em outra pessoa, não é preciso deixar de ser tímida.

Escolha aquela roupa linda guardada para quando você estiver mais magra.

Cuide bem de você hoje, ande confiante pela rua e sinta o seu corpo com o respeito que ele merece.

Para quem decidiu ir à praia, use aquele biquíni ou um maiô, mas não fique sentada cobrindo a barriga se a sua vontade é entrar no mar ou caminhar pela praia.

O desafio hoje é para honrar quem você é e se sentir orgulhosa disso.

Como sobreviver à Páscoa sem se acabar no chocolate #pascoabrigadeirodealface

A semana da Páscoa chegou e com ela o receio de não conseguir se controlar com tanto ovo de chocolate ao redor. Dá uma vontade de se deixar levar e comer todo o chocolate que aparecer pela frente, afinal é Páscoa e isso só acontece uma vez por ano! Não dá nem para imaginar este feriado sem ovo de chocolate, e nem precisa.

Se você não quer passar esta Páscoa com o sentimento de culpa e arrependimento, ou pior, com a sensação de que todo mundo aproveitou enquanto você teve que ficar se controlando, vem comigo.

Como sobreviver à Páscoa sem se acabar no chocolate #pascoabrigadeirodealface

Em momentos como este vem aquele pensamento nada construtivo de que todo mundo pode comer o que quiser enquanto você fica aí lutando para se controlar e engordando só de sentir o cheirinho do cacau. Acredite em mim, dá para curtir a Páscoa sem engordar e sem abrir mão de comer o que você gosta, só é preciso seguir algumas estratégias para aproveitar o feriado ao máximo.

É por isso que a partir de hoje vou postar no Instagram e no Facebook o desafio #pascoabrigadeirodealface. Tudo vai acontecer entre os dias 10 a 19 de abril. Serão 10 dias juntinhas com a hashtag #pascoabrigadeirodealface. Usem a hashtag para que eu acompanhar o que vocês estão vivenciando esta semana e para que eu possa participar disso com vocês.

Para começar, entenda 3 coisas:

1. A Páscoa é apenas um dia e não uma semana ou um mês, estamos falando de UM DIA apenas

Se você se enfiar em chocolate dos pés à cabeça apenas no domingo de Páscoa vai chegar uma hora que não vai mais aguentar comer tanto chocolate e vai parar, mesmo que você só pare depois de comer um quilo de chocolate. Seguindo esse exemplo extremo, o dia da Páscoa em si não é o problema, é o que acontece antes e depois dele. É por isso que este post está saindo com certa antecedência para que você se prepare psicologicamente para ela.

2. A dificuldade de lidar com chocolate 24 horas por dia ao redor é real

Sabe qual é o problema? É o ovo que você ganhou com antecedência e que fica na sua casa olhando para você. É o ovo que você se comprou porque é Páscoa e se não comer agora só daqui há um ano. É o resto de comida e sobremesa que fica na geladeira. São os doces espalhados pela casa. É a colega que vende trufas e ovos especiais no trabalho. É o Instagram e Facebook com fotos incríveis de ovos inacreditáveis de churros de doce de leite ou de Nutella.

Como resolver a dificuldade de lidar com o chocolate à vista? Tirar ele da vista. Simples assim.

3. Você não precisa eliminar completamente o chocolate ou as comidas deliciosas para passar a Páscoa sem culpa

A gente tem uma mania de viver no 8 ou 80 como se isso fosse a única maneira possível de viver. Ou certo ou errado. Ou tudo ou nada. Entre comer um ovo de Páscoa de meio quilo em um dia e passar a Páscoa sugarfree tem um oceano de possibilidades.

Escolha uma maneira de ver a alimentação que não siga nenhum extremismo, que priorize o prazer, a nutrição do corpo e da mente e alegria de viver livre de preocupações com o alimento.

Se você estiver nas redes sociais, publique a sua semana de Páscoa com a hashtag #pascoabrigadeirodealface que eu vou te acompanhar por lá.

Vamos fazer desta Páscoa uma para ser relembrada.

Chegou a hora de começar a acreditar em você

Parece estar generalizada esta noção de que não conseguiremos nunca ter o corpo que queremos, os hábitos saudáveis que tanto admiramos e a paz de espírito de navegar por essa vida comendo normalmente e não se sentindo mal por isso.

o seu passado não define o seu presente ou o seu futuro

Entenda que ter o corpo que queremos significa ter um corpo que te permita mover e experienciar a vida em sua plenitude, e não necessariamente ter o peso da fulana de tal ou a cintura da modelo que você admira. Ninguém precisa ser tão magra ou beirar a perfeição para viver sem limitações.

Quando pensamos nas nossas dúvidas em relação a nós mesmas podemos simplificar em dois tipos de dúvida:

1. Nós duvidamos da nossa capacidade de criar as mudanças que queremos

2. Nós duvidamos da nossa capacidade de sustentar as mudanças que criamos

Esta dificuldade de acreditar em você mesma nasce daqueles momentos em que mais uma vez você se decepciona, mais uma vez você não consegue dar continuidade ao plano, mais uma vez você falha, você se sabota, você engorda, você come, você erra.

Quanto mais colecionamos escolhas ou experiências negativas mais acreditamos que as escolhas e experiências futuras também serão negativas. Consequentemente, mais desacreditamos em nós mesmas.

Nós temos a tendência de limitar o nosso futuro com base nas nossas experiências passadas. Nós limitamos o que achamos ser capaz de fazer porque as nossas escolhas passadas nos decepcionaram de certa forma.

Não, o seu passado não define o seu presente ou o seu futuro.

As suas experiências passadas, as suas escolhas feitas há um minuto atrás não têm nada a ver com a suas escolhas hoje ou amanhã, a menos que você continue a fazer a mesma escolha.

Comece a acreditar que você pode fazer diferente agora, independente do que tenha acontecido há um minuto atrás. Não há razão para desistir ou abrir mão de você pelo que já passou.

Como identificar a compulsão alimentar antes de acontecer

Estou sentada no trem a caminho de casa depois de um dia de trabalho intenso sentindo uma ânsia enorme de parar no supermercado e comprar um bolo recheado ou uma torta de chocolate, quem sabe alguns cookies ainda mornos ou donuts. Não sei bem, ainda não decidi o que comer, só sei que quero muito.

Estes momentos de desejo, de ânsia por comida não aparecem com muita frequência comigo, mas eles ocorrem. Normalmente, eu já tenho um mapa na minha cabeça para identificar se aquilo é uma uma simples vontade de comer ou um sinal vermelho de que a compulsão alimentar está pronta para acontecer. Por isso, estou escrevendo este post aqui direto do trem e do momento em que o desejo está presente para que vocês entendam na prática o que acontece.

Quando esse desejo insano aparecer tente se fazer algumas perguntas simples e rápidas. Serão as suas respostas que sinalizarão se é vontade de comer ou compulsão alimentar.

Como identifica a compulsão alimentar

Aqui abaixo dá para ver certinho quais são as minhas respostas, mas pense nas suas.

1. Estou com fome física?

Sim, por isso resolvi comer uma uma banana no trem e a fome passou, mas mesmo assim não consigo parar de pensar em doces.

2. Estou pensando em comer uma porção individual do alimento ou preciso de mais?

Eu preciso de mais. Quero comprar alguns cookies e ver outras delícias da confeitaria.

3. Eu consigo dizer não à minha vontade de comer?

No momento pareço não estar tendo controle nenhum sobre a minha vontade.

4. Estou sentindo excitação ou ansiedade em pensar no que eu vou comer?

Sim, estou sentindo o coração batendo mais forte ao me imaginar indo até a sessão de padaria no supermercado e escolher tudo o que eu quero.

5. Estou me sentindo culpada ou sei que me sentirei culpada depois de comer?

Não me sinto culpada agora mas com certeza irei me arrepender quando eu acordar amanhã.

6. Eu ficaria envergonhada se alguém me visse comendo isso?

Sim, eu quero comprar muitos doces e com certeza não comeria todos em público.

7. Eu contaria para alguém o que estou prestes a comer?

Não contaria para ninguém, só aqui no blog porque eu me sinto na obrigação de ser sincera com vocês.

8. Prefiro comer isso sozinha ou acompanhada?  

Eu com certeza comeria sozinha.

9. Eu preciso esconder as embalagens de alguém?

Sim, eu jogaria as embalagens antes de chegar em casa para meu marido não ver o quanto eu comi.

10. O desconforto de não comer o que eu quero agora é maior do que o desconforto que vou sentir depois?

Sim, no momento é muito difícil e quase dolorido resistir a urgência em comer. Mesmo sabendo que vou me arrepender, o arrependimento e a culpa parecem mais fáceis de lidar do que a urgência em comer.

Algumas perguntas aqui incluem sentir vergonha de comer em público ou culpa ao comer, mas isso não é reservado apenas para os episódios de compulsão alimentar. Tem muita gente sofrendo por comer apenas uma fatia de bolo, que é uma porção individual e seria normal fazer parte de um estilo de vida saudável.

Ao responder essas perguntas vai ficar mais fácil para você identificar quando a compulsão alimentar está prestes a aparecer. Por mais dolorido fisicamente que seja ignorar a urgência, é só com repetição que você consegue diminuir os episódios.

A primeira vez que você ignora a compulsão é extremamente difícil, a segunda é difícil, e vai ficando cada vez mais fácil. É um exercício. Um hábito que você quer desconstruir, então exercite.

Quanto a mim, eu não tomei a decisão de não comer. Eu simplesmente ignorei a vontade e fui andando meio zumbi para casa com a boca salivando e o coração acelerado. O desconforto não durou mais do que 20 minutos. Eu cheguei em casa, jantei, abracei o Matt e dormi aliviada por ter vencido mais uma vez.

 

A arte de comprar o tamanho certo de roupa e o emagrecimento

Há um link muito interessante entre a nossa mania de comprar roupas menores que o tamanho do nosso corpo, o amor-próprio e a arte de viver o hoje.

sim, eu também já tentei me motivar com uma calça menor que meu número

sim, eu também já tentei me motivar com uma calça menor que meu número

Você entra na loja e pede o jeans 42 sabendo que só o 46 terá change de passar pelo quadril. Aquele jeans pequenino e lindo vai ser a sua motivação extra para perder os benditos quilos. Um pensamento incômodo passa pela sua cabeça sobre a possibilidade da vendedora sugerir que a peça não irá te servir, mas logo em seguida vem um alívio quando você encontra uma maneira de se explicar falando que será um presente para alguém. De repente, você até prova o 46 só para ter certeza que o 42 vai cair bem quando você tiver emagrecido o acesso.

Ao chegar em casa, você cheira o jeans novinho e deixa ele dobrado ainda com a etiqueta no armário.

Desta vez vai ser diferente, você vai emagrecer.

A cada tentação você vai olhar para a calça e relembrar que ela está lá no armário à espera de você mais magra.

Há alguns dias eu ouvi um podcast de uma coach de emagrecimento em que ela recomendava usar jeans apertados e desconfortáveis para te relembrar durante o dia que você precisa emagrecer.

O meu queixo caiu.

Segundo ela, o desconforto do botão pressionando a sua carne seria uma ótima motivação para comer menos durante o dia. Eu não tenho como discordar mais. Já estamos expostas a tantos contratempos diários, não vejo como se castigar por estar gorda vai motivar alguém a emagrecer. Alguém aí percebe a ideia absurda por trás disso?

Segundo muitos há duas maneiras de mudar - uma é pela dor e a outra é por amor. Eu escolho e recomendo a mudança pelo amor.

Eu sei o quanto pode ser desconfortável ir comprar roupa quando você sonha com um corpo menor. De repente, pode até ser difícil encontrar roupas no seu tamanho, mas atualmente com tantas marcas plus size disponíveis não vejo porque não se sentir maravilhosa com 70, 90, 120 ou 180 quilos.

O emponderamento que você sente quando assume o seu corpo como ele está hoje é transformador. Você se sente bem, confiante e bonita sendo do jeito que você é.

A mágica é que quando você se sente bem fica fácil fazer escolhas que ajudem no emagrecimento, se é isso que você procura. Ninguém precisa sair andando de legging e camiseta todo dia até que tenha um corpo considerado magro o suficiente para usar roupas mais ousadas.

Comece a trabalhar o seu amor-próprio vivendo o hoje e cuidando bem do seu corpo com roupas que te façam sentir bem hoje e não em um futuro magro.

Ouse usar e comprar roupas do seu tamanho.

3 passos para reduzir a compulsão alimentar

Se tem algo que eu aprendi desde que comecei a dividir as minhas estratégias e aprendizados com vocês em relação à alimentação foi que engana-se quem pensa que episódios de compulsão alimentar só acontecem com quem tem transtorno alimentar.

Compulsão alimentar é algo que acontece mais comumente do que queremos acreditar. Então se você tem lidado com esses episódios não se preocupe, está na hora de acabarmos com este tabu.

Compulsão alimentar acontece nos melhores lares, com as pessoas mais inteligentes, com que tem ou não transtorno alimentar, com homens e mulheres, com gordos e magros. Então fique tranquilo, você não está sozinho ou sozinha nessa.

Eu já havia escrito este post sobre o que fazer depois da compulsão alimentar, mas tem muito ainda para conversarmos sobre este assunto e eu vou tentar ser o mais clara possível.

Eu tentei por muito tempo parar a compulsão prometendo seguir uma alimentação perfeita, “limpa” e “saudável” nos dias seguintes. Mas bastava algo diferente acontecer na minha vida para eu me ver com o coração acelerado comprando todos os doces que eu via pela frente no supermercado.

Foi com muita tentativa e erro que eu aprendi que se você quiser se libertar da compulsão alimentar tem que começar pelo final. Isto é, pelo que acontece depois que você come compulsivamente.

São 3 passos simples:

#1. Pare imediatamente de tentar consertar a compulsão alimentar

não compense com dieta, exercícios físicos, laxante, vômito, medicamentos ou outros métodos.

#2. Coma o suficiente

adote uma alimentação variada que contenha tudo o que você precisa e ama

#3. Não reaja à urgência de comer

sinta a urgência de comer compulsivamente sem reagir a ela

Eu morria de medo de engordar demais se eu parasse a dieta e começasse a comer mais variado. Isso sem contar o pavor que dava de não passar mais horas na academia queimando as calorias extras do episódio de compulsão alimentar.

Como acabar com a compulsão alimentar

Foi com muita relutância que eu parei de compensar a compulsão alimentar, voltei a comer normalmente (com doces, frituras e excessos em determinadas situações) e comecei a exercitar a arte de não reagir ao impulso de comer compulsivamente.

Se foi fácil? Claro que não. Mas os passos são simples, só é preciso paciência, repetição, tempo e, o mais recomendado, alguém para te acompanhar nisso.

Por isso eu repito tanto e vou continuar repetindo - uma dieta não vai te ajudar a comer menos. Mesmo se você está desesperado para emagrecer, trabalhe a sua compulsão alimentar primeiro e o emagrecimento virá se você precisar dele.

Quer mais conteúdo sobre compulsão alimentar?

O que é a compulsão alimentar?

Comi demais, o que fazer?

Como controlar o impulso em comer

O que fazer quando a compulsão alimentar aparecer

Por que não emagreço?

Por alguma razão muitos continuam acreditando que são as condições biológicas a principal causa de estarmos engordando. A culpa estaria então na genética, em disfunções hormonais ou metabolismo lento, nisso eu incluo os medicamentos que provocam desequilíbrio metabólico como os corticóides, por exemplo. Aqui você também pode considerar Hipotireoidismo, Diabetes, Síndrome de Cushing, Estresse e outras condições que alteram o funcionamento do nosso corpo.

Enquanto tudo isso pode ser verdade para alguns, para a maioria de nós a causa é bem mais simples.

Se você não foi diagnosticada com nenhuma disfunção hormonal ou condição física, ou se não faz uso de medicamentos que justificam o ganho de peso, há uma chance enorme que você esteja acima do peso pois:

Você come mais do que o seu corpo precisa

Simples assim.

Eu poderia enfeitar isso de mil maneiras para tentar soar mais complicado do que é, mas excesso de calorias continua sendo a principal causa para o ganho de peso. Não é pelo fato de estar comendo carboidrato à noite, não é porque comeu pão com miolo de manhã, não é o brigadeiro de panela à meia-noite. É o excesso de calorias ao longo do tempo - isso é, a somatória de tudo o que você come durante a semana, o mês, o ano, que resultam em gordura corporal elevada.

Sim, estamos comendo muito, mas não é para o excesso de comida que temos que olhar, e sim para o que tem nos levado a comer mais do que precisamos.

Apenas diminuir a quantidade de alimento ingerido não altera a situação ou condição que nos levou a comer demais em primeiro lugar.

Se aquela condição não for alterada, na primeira escorregada você vai voltar a fazer o que esteve fazendo para chegar no peso que está hoje.

Pare e olhe para os fatores psicológicos, comportamentais e sociais que te levam a comer:

  1. Você se sente depressiva, sem ânimo para conquistar o seu dia.

  2. Você se sente ansiosa sem saber o motivo.

  3. A sua autoestima é baixa.

  4. Você não consegue controlar os seus impulsos.

  5. Você não tem o hábito alimentar que sustente a perda ou manutenção de peso.

  6. Você não prepara os seus alimentos em casa.

  7. Você não tem tempo ou não gosta de se exercitar.

  8. As suas relações familiares não apoiam uma relação saudável com o alimento.

  9. A sua condição financeira não permite uma alimentação equilibrada.

  10. Você consome muitos alimentos industrializados por conveniência.

  11. Você se considera viciada em açúcar.

  12. Você usa o alimento como punição.

  13. O seu único momento de prazer e relaxamento é quando come.

  14. Você come para se distrair de emoções negativas.

  15. Você come compulsivamente.

  16. Você tem um transtorno alimentar.

  17. A sua maneira de comemorar é comendo.

Quase todas situações citadas acimas não são alteradas ao diminuir o que se come.

O conselho coma menos e exercite-se mais é simplista para acomodar tantas variáveis. Comer menos e exercitar-se mais vem como resultado dos seus hábitos, de como você reage às suas emoções, do seu estilo de vida e da influência social e cultural do ambiente na qual você está inserido.

Comece pelo começo.