💕 Dia 5: Troque a revista feminina por um livro inspirador

Esse aqui eu já estou seguindo há anos. Pode parecer radical, mas foi uma das melhores decisões que eu já tomei.

Eu comecei a adolescência lendo Capricho e Atrevida (Atrevida ainda existe?) e desde aquela época fui formando a ideia do que era legal e adequado e do que não era. Depois passei para a Nova (acho que Nova me ensinou mais sobre sexo do que qualquer professor ou parceiro). Eu sabia todas as técnicas de como levar um homem à loucura, mas não aprendi quase nenhuma técnica em como me levar à loucura. Depois veio a fase Boa Forma. Cada mês era uma dieta nova na capa, com alguma famosa gostosa e todas as dicas necessárias para ficar como elas. E lá estava eu ainda parecida comigo mesma, mesmo depois de anos de esforço para ser a Sabrina Sato.

Na verdade, eu aprendi muito pouco ou quase nada com aquelas revistas. Quando elas tinham alguma matéria interessante, era explicado de uma maneira tão superficial, que nem valia a pena a leitura. Elas me ensinaram a não acreditar na minha fome, a duvidar da minha capacidade de conquistar um homem sendo autêntica, a invejar outras mulheres, a ver o sexo de uma perspectiva masculina, e a acreditar que o meu corpo é algo para ser admirado pelos outros.

Algumas revistas femininas são um enorme desfavor à nossa autoestima e senso crítico. Elas não estão interessadas em formar cidadãs ou líderes. Elas só precisam formar consumidoras.

#100diasdeamorproprio brigadeiro de alface erika elenbaas